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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Por trás de uma criança difícil há uma emoção que ela não sabe como expressar

Muitos pais e mães se queixam que seu filho é difícil, que diante de uma emoção carregada de raiva, costumam desabafar de forma inadequada, tendo acessos de raiva, falando palavrões ou desobedecendo, mesmo que sutilmente.

Claro que nenhuma criança é igual à outra, e nós não conseguimos imaginar exatamente quais os tipos de necessidades podem ter essas criaturinhas que trouxemos ao mundo e desejamos tudo de melhor.
    A emoção é fonte de energia humana, é a chave que deve orientar as crianças, primeiro para compreenderem a si mesmas e depois, para entender o mundo.
Crianças difíceis costumam gerar um nível de estresse muito alto nos pais. Não é fácil e nem sempre os livros de auto-ajuda, a experiência que já temos com outros filhos ou as recomendações de outros pais conseguem nos ajudar.
Seu filho, a criança difícil, é única e especial. A única coisa que ela precisa sempre é de compreensão.Na maioria das vezes, são crianças alto exigentes trancadas em seus “palácios internos” em espaços apertados onde não encontram portas abertas para expressar suas emoções.
Hoje, em nosso espaço, convidamos você a refletir sobre isso.

A criança difícil e a emoção contida

Pense numa criança que teve um dia ruim na escola, quando chega em casa e seus pais perguntam o que aconteceu, ela responde de mal jeito. Diante disso, os pais decidem castigá-la deixando-a em seu quarto durante toda a tarde. O que ganhamos com isso? Nós resolvemos o problema? Claro que não!
    A emoção bloqueada é como um espinho cercado por um muro de pedras. Se levantarmos mais o muro, o espinho ficará ainda mais escondido, por isso, o primeiro passo é retirar cada pedra desse muro através da comunicação e do afeto.
Se a criança difícil lhe impõe muros, não levante novas cidades ao redor dela, não descuide, não negligencie e não a deixe sozinha.
O processo para alcançá-las é complexo, mas tenha em mente estes aspectos prévios:
• Uma criança difícil nem sempre é o resultado de uma má criação. Você não deve se culpar e nem culpar ninguém.
• Algumas crianças exigem muito mais de nós do que outras, é da sua personalidade, do seu jeito próprio de ser e isso não significa que nós, pais, fizemos algo errado.
• Uma criança que dá, mas não recebe o que busca ou que não sabe como se expressar acaba frustrada.São muitas as vezes que elas mesmas se vêem sobrecarregadas por uma miríade de emoções: é raiva que oscila com tristeza, com desgosto, às vezes tédio…
• Crianças difíceis exigem um maior nível de atenção, compreensão, apoio e até mesmo de criatividade por parte dos pais.
    Temos de ser arquitetos de seus mundos fazendo-os seguros, onde eles possam se sentir confortáveis para expressar a emoção contida, permitindo-lhes o conhecer, para desabafar, para sentir-se mais livre e seguro, para percorrer da melhor forma cada um dos cenários que definem a criança em todo o seu ciclo de vida.

Como ajudar a criança difícil a canalizar suas emoções

A criança difícil precisa, acima de tudo, da nossa atenção e de cada uma das estratégias que podemos lhe ensinar de forma criativa para atender suas necessidades e para ajudá-la a gerenciar todo este mundo emocional que, às vezes, a transborda e a bloqueia.

    Lembre-se de que a inteligência emocional não é uma característica, é uma habilidade e, portanto, é nosso dever como pais transmitir aos nossos filhos estas estratégias, esse aprendizado.
Observe os passos a seguir para educar as crianças difíceis neste campo, nessa dimensão, onde canalizar, onde dar forma e como expressar a emoção contida:

Sim para o poder do reforço positivo

• Se recriminarmos os erros de uma criança difícil, se a subestimarmos, ou se a repreendermos por suas reações, geramos nela ainda mais raiva e ansiedade. Lembre-se de que este tipo de criança, no fundo, é muito frágil e têm baixa auto-estima.
• Use declarações simples como: “Eu confio em você”, “Eu sei que você pode fazer isso”, “eu sei que você é especial”, “Eu sei que você é um menino corajoso e é por isso que eu te amo”…
• Uma palavra positiva gera uma emoção positiva e a emoção positiva reforça a confiança.

Sim para a comunicação que não julga, não compara e não sentencia

Há pais que comparam a criança difícil com os seus irmãos ou com outras crianças. Isto não está certo, é um grande erro, comparado ao de iniciar uma conversa com declarações como: “você é um preguiçoso, você nunca escuta, você sempre se comporta mal…”
Evite este tipo de comunicação e siga sempre estas orientações:
• Não sonde, não interrogue. Descubra qual é o momento em que a criança se sente mais confortável para falar.
• Demonstre confiança, aproxime-se e compreenda. Cuide do seu tom de voz, isso é fundamental para se conectar com as crianças.
• A comunicação deve ser diária e contínua.
• Nunca ria ou ironize do que seu filho lhe contar. Para ele é importante, e talvez não será sincero se perceber que falta empatia de sua parte.

Sim para promover um equilíbrio interno na criança

• Ensine que cada emoção pode ser transformada em uma palavra, que a raiva tem forma, que a tristeza pode ser compartilhada para aliviá-la, que chorar não é ruim e que você sempre vai estar do seu lado para escutá-la.
• Ensine a respirar, a relaxar, a canalizar suas emoções através de atividades específicas que a distraia.
• Ensine a aceitar a frustração, que o mundo não será sempre como eles querem.
• Ensine a ouvir e a falar com assertividade. Diga à criança que a sua voz será sempre ouvida, que tudo que ela diz é importante para você…
• Ensine a assumir responsabilidades, a cuidar de si mesma a cada passo e decisão que tomarem…
Fonte: LaMenteesMaravillosa traduzido e adaptado por Psiconlinews
http://www.psiconlinews.com/2016/02/por-tras-de-uma-crianca-dificil-ha-uma-emocao-que-ela-nao-sabe-como-expressar.html

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O PROBLEMA DE QUERER AGRADAR A TODOS

“Querer agradar a todos não é uma virtude, longe disso, por trás de tal atitude pode existir um sério conflito”.






Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que este texto se refere aquelas pessoas que buscam o tempo todo AGRADAR os outros, mesmo que para isso se desagradem. Possuem dificuldade de dizer não, rejeitar algo, fazem de tudo pelos outros.
Preciso dizer também que a princípio não existe nenhum problema em querer agradar a quem amamos coisa tão boa fazer um agrado para um filho, para os pais, para um amigo especial, ver o sorriso deles estampado no rosto, ou ainda receber um agrado, quem é que não gosta? O problema está quando a pessoa vive em função de agradar os outros. Uma coisa é agradar alguém se agradando também, outra coisa é agradar só por agradar.
Esta situação é muito comum e talvez todos nós já tenhamos passado alguma vez.
Existe um tipo de personalidade (homens e mulheres) que criaram para si uma forma específica de serem aceitos em grupo e esta forma é agradando a todos. Normalmente se destacam por serem ótimos amigos, anfitriões, funcionário. Se notarmos aparentemente essas pessoas tem prazer em ajudar, em deixar tudo em harmonia, dificilmente suportam ver discórdia, pessoa brigadas ou ressentidas e querem logo ajudar, e se a discórdia estiver envolvendo esta pessoa sai de baixo, ela não irá sossegar enquanto não conseguir pedir desculpas ou convencer a pessoa que ela não teve culpa. Mas cuidado, não fazem isso por bondade, por caridade, mas por terem a necessidade de serem recompensadas, seja através do reconhecimento, ou de um elogio. Prova disso é que se fazem um bem e alguém não agradece, ficam ressentidas por dentro.
O problema é que por trás dessa necessidade de agradar a todos está uma grande necessidade de ser aceito, de ser acolhido. Este tipo de pessoa aprendeu que quando agrada, tem mais chances de ter como recompensa um sorriso, um carinho extra, um elogio. Volto a dizer que não existe problema em agradar, o problema está em ser escravo deste padrão de comportamento. Vamos a um exemplo. Imagina que você odeia comer jiló e em um almoço de família sua sogra faz um belo prato à base de jiló, pergunta se você gosta e para não desapontá-la você diz que sim que adora jiló, pois bem, você come forçado, finge que está gostando e agradou a sogrona. Agora imagina que essa sogra, sabendo do seu gosto vai sempre preparar algo com jiló para você. Almoços e mais almoços por anos a fio com jiló que você odeia, isso tudo por que não conseguiu se impor, colocar seu gosto e dizer, sogra muito obrigado mas eu não gosto de jiló.
Se fosse apenas um simples almoço estaria ainda tudo bem, mas pessoas com este tipo de repertório comportamental costumam repeti-lo na maioria das situações da sua vida. No trabalho vão aceitar fazer coisas que não gostam para o bem da equipe, no sexo vai abrir mão de algum prazer em função do parceiro, com os amigos vai querer ir a lugares que eles escolherem e nunca irá escolher um lugar, por que no fundo para essa pessoa é mais importante que o chefe o aprove, que o parceiro possa gozar, que os amigos estejam felizes com ele, ou seja, essa pessoa deixa de lado suas própria vontades, desejos, gostos, a longo tempo a vida começa a perder a graça e ela não entende o por que. A vontade de sair com os amigos diminui, a paixão pelo trabalho desaparece e fica apenas a obrigação e o prazer do sexo deixa de existir.
Com o passar do tempo essa pessoa começa a ficar sufocada, pois criou por todos os lados um ambiente estranho, repleto de coisas que ela não gosta mas que acredita que gosta. Se conversar com essa pessoa é capaz dela garantir que gosta de tudo o que tem, uma vez que esse conflito é inconsciente.
Se ela quiser mudar esse panorama em primeiro lugar terá que descobrir quais são seus reais prazeres, vontades, gostos. Depois disso começar a entender que também é importante, que é uma pessoa importante, que tem direitos, que merece sorrir, amar, comprar, viajar. E principalmente que PODE dizer NÃO, não quero, não gosto, agradeço mas não. E se alguém ficar triste com sua negativa? Paciência, problema dessa pessoa que irá precisar aprender a lidar com o não de alguém.
Detalhe importante, se você se viu nesse texto uma dica, comece fazendo uma lista das coisas que você mais gosta de fazer. Normalmente a pessoa descrita no texto tem grande dificuldade, já que seus gostos se perderem no gosto dos outros, foi a tantos shows pelos outros, viu tantos filmes pelos outros, comeu tantos pratos diferentes para agradar os outros que nem se lembra mais do que lhe apetece.
E se você não se enquadra neste tipo de personalidade mas conhece alguém que se enquadre, não seja direto mas aos poucos vá mostrando para esta pessoa o quanto ela é importante, pergunte o que ela gosta, o que ela quer fazer, se for um caso crítico ela irá responder: “O que você quiser fazer eu faço”,”o que você quiser comer eu como”. Mesmo assim estimule essa pessoa, diga, hoje não, hoje vamos fazer algo que você quer!!!
Quem se sente obrigado a sempre agradar está preso em um conflito delicado mas não percebe. Liberte-se!
Que agradar alguém seja uma opção, uma escolha que possamos ou não ter, e não uma obrigação.

Por  Bruno Rodrigues

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Não critique a letra feia, procure a causa

Os sinais de alarme, na escrita, constituem um pedido de ajuda, de socorro...




Quando a criança, o adolescente ou mesmo alguns adultos imaturos mudam repentinamente sua grafia, ao invés de criticarmos devemos procurar as causas.
1. Quando uma criança quer pedir ajuda e não consegue se expressar, o faz através da sua grafia.
2. A intensidade é muito importante.
3. Verificar se é algum problema passageiro ou se já é da própria criança.
4. Dar atenção aos distúrbios do adolescente, às crises de puberdade.

Alguns Traços que demonstram os sinais de alarme:

1- Desagregação no espaço
O espaço entre as palavras, do ponto de vista grafológico, significa a parada para a respiração. Quando ele se desagrega, isto é, predomina a desordem e os espaços entre o branco do papel e a tinta da caneta são desestruturados. pode denotar um sinal de ansiedade, desequilíbrio, pode ainda indicar uma respiração falha ou dificuldade de se relacionar. Quando aparecem grandes espaços, em branco, no texto, que se repetem mais ou menos no mesmo lugar, em mais de três linhas subsequentes, formando uma espécie de margem dentro do quadro gráfico, revelam angústia vital, insegurança, sofrimento ou torturas íntimas. Pode ser um sintoma de culpa, uma pena que a pessoa precisa pagar.

2- Palavras soltas no meio do texto:
São as chamadas "Ilhas do Ego" , é um sintoma a ser investigado.

3- Mistura de linhas:
Umas linhas invadem as outras, existindo uma grande confusão no espaço gráfico. Temos dentro de nós uma noção de espaço físico e psicológico. Por exemplo, num elevador nos encolhemos porque o psicológico nos faz encolher. Só deixamos nos invadir quando damos autorização. Muitos não têm noção de espaço psicológico. Sempre que aparecer este sinal, o grafólogo ou o professor devem encaminhar para um profissional competente.

4- Hiper-estruturação do Espaço:
A escrita é toda correta, tudo certíssimo e muito rígido. Não flui naturalmente. Escolas onde a ordem é colocada de forma extremamente rigorosa como prioridade máxima, podem causar estes problemas. Sempre se origina da vontade forçada, sem capacidade de escolha. A criança só faz para agradar, e torna o fato de querer ser bonzinho como uma responsabilidade.

5- Torções:
Indicam sinais de sofrimento que precisam ser investigados.

6- Finais truncados:
Os finais das letras acabam de forma anormal e abrupta. A letra truncada é um sinal de inibição, que deve ser investigado.

7- Traço sobreposto e retoques:
O traço vai e volta sobre ele mesmo. É um sinal de timidez e insegurança. Existe uma diferença entre retoque e correção. No retoque, a pessoa volta para dar legibilidade. Pode ser um ato fálico ou um sinal de perfeccionismo. Representa também um autocontrole nervoso e é episódico, aparece em certos momentos da vida. A correção é a conseqüência do conserto de um erro.

8- Aperto:
É uma restrição do movimento gráfico. A pessoa reprime os seus impulsos. É uma inibição condicionada. Quando se comprime é porque não quer contato pois tem medo das pessoas e do mundo.

9- Relaxamento do movimento:
A escrita é frouxa, não tem tensão e é relaxada. Quem escreve assim, não se adapta ao mundo, tem falta de vontade, de tônus. É um dos sinais de depressão. Pode ser também cansaço.

10- Enrijecimento do movimento:
Também é uma inibição, a escrita não flui, fica estreitada.

11- Mudanças no movimento na inclinação e direção:
Quando qualquer um destes aspectos se desequilibra, também é um forte sinal para ser averiguado. Pode chegar a se tratar de um disturbo patológico.

12- Escrita pastosa ou suja:
É uma escrita congestionada, borrada ou suja. Precisa buscar a causa pois pode até ser um dos sinais de drogas.

13- Traço Quebrado:
Parece que foi soldado quando a pessoa tenta emendar. Indica falta de segurança, irritabilidade, nervosismo ou dislexia. Os problemas de "fala" tem muita fragmentação na escrita.

Ana Cecília Amado Sette - Especialista em Grafologia,

sexta-feira, 15 de maio de 2015

DIFERENÇA ENTRE AMOR E PAIXÃO


"Nós nos apaixonamos pelo impossível. Projetamos na pessoa algo que desejamos. Na paixão não conseguimos ver o outro da forma que ele é. Isso não quer dizer que estar apaixonado não seja muito bom. Hormônios circulam fortemente em nosso corpo, somos tomados por uma sensação que, muitas vezes, se assemelha a alguma droga. E quando a pessoa se ausenta e somos impossibilitados de estar com ela, sofremos. Sofre o ego, sofre aquele que é carente, sofre quem não sabe viver só. Na paixão sentimo-nos dependentes. Dependentes emocionais", diz o terapeuta, especializado em relacionamentos, Sérgio Savian.
Mas, segundo o terapeuta, se você aprende a ter uma boa relação consigo mesmo, com boa auto-estima, fica mais imune à paixão. "Você para de projetar tanta expectativa nos outros. Você aprende a se relacionar com os pés no chão. Você é alguém apaixonado pela vida. Você gosta do que faz. Sente-se realizado. Você sente que o amor faz parte de sua vida. Tem vontade de colaborar com as pessoas, com o mundo. É generoso, solidário. Você participa da vida dos outros. Você compartilha sua vida com alguém especial, com quem tem boas e muitas afinidades. Sabe conversar, mostrar o que pensa e sente. Ouve e escuta. Olha e vê. Percebe. Convive com a imperfeição. Sente um carinho profundo pelo companheiro. Você ama".
Para amar é fundamental que você tenha a sensação de que está sendo você mesmo, que é autêntico. Você pode até disfarçar por algum tempo, mostrando ao seu parceiro o que ele espera de você. Você faz média porque está apaixonado. Mas é inevitável que você se canse e, finalmente, mostre quem realmente é.
"Diante da decepção, é comum escutarmos: Não foi com esta pessoa que me casei!. Por isso, nossa única opção é mudarmos nossas cabeças, conceitos e sentimentos, aprendendo a construir relações baseadas na realidade, e não em projeções românticas. Não estou dizendo aqui que um jantar a luz de velas, flores, surpresas e outras gentilezas sejam dispensáveis. Tudo isso é bom, mas constitui somente uma parte da história"

Paixão é euforia, amor é calmaria.
Paixão é rápida, amor é duradouro. 
Paixão é súbita, amor é progressivo. 
Paixão é agressiva, amor é delicado.
Paixão é vendaval, amor é brisa. 
Paixão destrói, amor constrói.
Paixão vinga, amor perdoa.
Paixão é doença, amor é saúde.
Paixão é dor, amor é alívio.
Paixão é dúvida, amor é certeza.
Paixão é loucura, amor é cura.
(Dani Duarte)

segunda-feira, 16 de março de 2015

FIQUE COM ALGUÉM QUE NÃO TENHA DÚVIDAS




Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve.
Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não te enrole. Que não tenha meias palavras. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora.
Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos, ao chefe, ao faxineiro da firma. Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros. Fique com alguém que não se importe com os outros.
Fique com alguém que não deixe existir zonas nebulosas. Que te dê mais certezas do que perguntas. Que apresente soluções antes mesmo dos questionamentos aparecerem. Fique com alguém que te seja a solução dos problemas e não a causa.
Fique com alguém que não tenha traumas. Que não tenha assuntos mal resolvidos. Que saiba que para ser feliz, tem que deixar o passado passar. Fique com alguém que só tenha interesse no futuro e que queira esse futuro com você.
Fique com alguém que te faça rir. Que te mostre que a vida pode ser leve mesmo em momentos duros. Que seja o seu refúgio em dias caóticos. Fique com alguém que quando te abraça, o resto do mundo não importa mais.
Fique com alguém que te transborde. Que te faça sentir que você vai explodir de tanto amor. Que te faça sentir a pessoa mais especial do universo. Fique com alguém que dê sentido à todos os clichês apaixonados.
Fique com alguém que faça planos. Que veja um futuro ao seu lado. Que te carregue para onde for. Que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.
Fique com alguém que não se esconda. Que não te esconda. Que cada palavra seja direta e clara. Que não dê brechas para o mal entendido. Que faça o que fala e fale o que faça. Fique com alguém cujas palavras complementam suas ações.
Fique com alguém que te admire. Que te impulsiona pra frente. Que te apoie quando ninguém mais acreditar em você. Que te ajude a transformar sonhos em realidade. Fique com alguém que acredite que você é capaz de tudo aquilo que queira.
Fique com alguém que você não precise convencer de que você vale a pena. Que não tenha dúvidas. Fique com alguém que te olhe da cabeça aos pés e saiba, sem hesitar, que é você e só você.
Fique com alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes. Fique com alguém que faça não existir mais ninguém depois.
 Fonte: Escrito por Marina Barbieri

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O outro é apenas o outro

Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que nada é ao acaso". - Antoine de Saint-Exupéry

Tudo o que nos acontece, acontece por uma razão. Tudo o que nos é dito é exatamente o que precisamos ouvir ou ler. Gostar ou não gostar do que nos é dito é escolha nossa e não muda o fato de que só recebemos aquilo de que precisamos. 

Se abrimos o coração para o que é dito, uma grande revolução pode ter início, porque podemos nos ver também a partir do que o outro vê e percebe em nós. Uma nova perspectiva de nós mesmos se apresenta.

Se, no entanto, escolhemos fechar o nosso coração ao que nos dizem, uma grande oportunidade pode ser perdida.

Nada é em vão, nada é por acaso, nada é injusto, porque o que vem, vem pela nossa necessidade e não pelo nosso desejo.

O que desejamos fala das nossas carências e das nossas crenças pessoais, restritas pela nossa limitada e distorcida percepção da realidade.

O que necessitamos, entretanto, fala do que podemos nos tornar, se permitirmos que a revolução se faça em nós, sem nos debatermos.

Quando alguém fala, fala de si mesmo. E quem ouve ou lê, ouve ou lê de si mesmo, pelos seus próprios filtros e não pelos filtros de quem falou.

Se podemos escolher gostar ou não, é porque podemos escolher como interpretar. E se podemos escolher como interpretar, está aí o nosso maior exercício, nosso maior aprendizado.

Quando algo nos machuca é porque entendemos que podemos ser machucados, é porque acreditamos nisso, pensamos assim e achamos isso "certo" para nós, de alguma maneira. 

Ser feliz ou miserável com o que nos acontece é escolha apenas nossa e de ninguém mais. Não é o outro que nos ofende ou faz infelizes, mas nós que escolhemos ser ofendidos e ficar infelizes, a partir do que supomos que o outro está fazendo.

O outro é apenas o outro e ele só terá sobre nós o poder que nós mesmos lhe dermos.



por Maísa Intelisano

terça-feira, 12 de agosto de 2014

SETE PASSOS PARA SUPERAR O CONTROLE DO EGO SOBRE VOCÊ


Aqui estão sete sugestões para ajudá-lo a transcender idéias arraigadas sobre a própria importância. Todas estas são concebidas para ajudar a impedi-lo de se identificar falsamente com a auto-importância do ego.

1 – Deixe de ficar ofendido. 
O comportamento dos outros não é motivo para ficar retido. Aquilo que o ofende somente o enfraquece. Se estiver procurando ocasiões para ficar ofendido, você as encontrará a cada oportunidade. 


Este é o seu ego operando, convencendo-o de que o mundo não deveria ser assim.

Mas você pode se tornar um apreciador da vida e se equiparar ao Espírito universal da Criação. Você não pode alcançar o poder da intenção ao ficar ofendido. 
De qualquer modo, aja para erradicar os horrores do mundo que emanam da identificação massiva do ego, mas fique em paz. 


Como “Um Curso em Milagres” nos lembra: “A Paz é de Deus, você que é parte de Deus, não está no lar, exceto em sua paz. O Ser é de Deus, você que é parte de Deus não está no lar, exceto em sua paz”. Ficar ofendido cria a mesma energia destrutiva que o ofendeu em primeiro lugar e leva ao ataque, ao contra-ataque e à guerra.


2 – Libere a sua necessidade de vencer.
O ego adora nos dividir em vencedores e perdedores.  A busca da vitória é um meio infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê?

Porque em última instância, a vitória é impossível o tempo todo.
Alguém lá fora será mais rápido, mais afortunado, mais jovem, mais forte e mais inteligente, e novamente você se sentirá inútil e insignificante.

Você não é o seu prêmio ou a sua vitória.  Você pode curtir a competição, e se divertir em um mundo onde a vitória é tudo, mas você não tem que estar lá em seus pensamentos. 


Não há perdedores em um mundo onde todos compartilham a mesma fonte de energia.Tudo o que você pode dizer em um determinado dia é que você realizou em um determinado nível, em comparação aos níveis de outros neste dia.Mas hoje é outro dia, com outros competidores e novas circunstâncias a considerar.


Você está ainda na presença infinita em um corpo que está em outro dia, ou em outra década, mais velho.

Deixe ir a necessidade de vencer, sem concordar que o oposto de vencer é perder. Este é o medo do ego. Se o seu corpo não está atuando de modo a vencer neste dia, ele simplesmente não se importa quando você não está se identificando exclusivamente com o seu ego.  Seja o observador, notando e apreciando tudo isto sem precisar ganhar um troféu. 

Esteja em paz, e corresponda com a energia da intenção.E, ironicamente, embora você quase não o perceba, mais vitórias se apresentarão em sua vida quando menos as perseguir.



3 – Deixe ir a sua necessidade de estar certo. 
O ego é a fonte de muitos conflitos e desavenças, porque ele o empurra na direção de tornar outras pessoas erradas. 


Quando você é hostil, está desconectado do poder da intenção. O Espírito Criativo é bondoso, amoroso e receptivo; e livre da raiva, do ressentimento ou da amargura. 

Liberar a sua necessidade de estar certo em suas discussões e relacionamentos é como dizer ao ego: eu não sou um escravo para você.

Eu quero aceitar a bondade e rejeitar a sua necessidade de estar certo.


Realmente, eu oferecerei a esta pessoa uma oportunidade de se sentir melhor, dizendo que ela está certa, e lhe agradecer por me apontar na direção da verdade.


Quando você deixa ir a necessidade de estar certo, é capaz de fortalecer a sua conexão com o poder da intenção. 


Mas tenha em mente que o ego é um combatente determinado. Eu tenho visto pessoas terminarem relacionamentos maravilhosos, apegando-se a sua necessidade de estar certo, interrompendo-se no meio de um argumento e se questionando: “Eu quero estar certo ou ser feliz?”
Quando você escolhe o humor feliz, amoroso e espiritualizado, a sua conexão com a intenção é fortalecida.  Estes momentos expandem no final das contas, a sua nova conexão com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você, criando a vida que você pretendia viver.


4 – Deixe ir a sua necessidade de ser superior. 

A verdadeira nobreza não se refere a ser melhor do que outra pessoa. Trata-se de ser melhor do que você costumava ser.  Permaneça focado em seu crescimento, com uma consciência permanente de que ninguém neste planeta é melhor do que outro. 

Todos nós emanamos da mesma força de vida criativa. Todos nós temos uma missão de compreender a nossa essência pretendida. Tudo o que precisamos para cumprir o nosso destino nos está disponível. Nada disto é possível quando você se vê como superior aos outros. 
É um velho provérbio, mas, entretanto, verdadeiro: Somos todos iguais aos olhos de Deus.  Deixe ir a sua necessidade de se sentir superior, vendo a revelação de Deus em todos. Não avalie os outros com base em sua aparência, em suas conquistas, posses e em outros índices do ego.  

Quando você projeta sentimentos de superioridade, isto é o que você recebe de volta, levando a ressentimentos, e principalmente, a sentimentos hostis. Estes sentimentos se tornam o veículo que o distancia mais da intenção. 

Um Curso em Milagres trata desta necessidade de ser especial e superior.
A pessoa que se julga especial sempre faz comparações.
5 – Deixe ir a necessidade de ter mais. 
O mantra do ego é mais. Ele nunca está satisfeito. Não importa quanto você consiga ou adquira, seu ego vai insistir que não há o suficiente. Você se encontrará em um estado perpétuo de esforço para obter, eliminando a possibilidade de nunca chegar. 


Entretanto, na realidade, você já chegou, e como você opta por usar este momento presente de sua vida, é sua escolha. 

Ironicamente, quando você deixa de precisar mais, mais do que você deseja parece chegar a sua vida. Desde que você se desligou da necessidade por isto, você achará mais fácil transmiti-lo aos outros, porque você compreende quão pouco você precisa a fim de ficar satisfeito e em paz.

A Fonte universal está contente com ela mesma, expandindo-se constantemente e criando nova vida, sem tentar se apegar as suas criações para seus próprios propósitos egoístas. Ela cria e libera. 

Quando você libera a necessidade do ego de ter mais, você se unifica a esta Fonte. Você cria, atrai para si e libera, nunca exigindo que mais venha ao seu caminho. Como um apreciador de tudo o que se apresenta, você aprende a poderosa lição de S. Francisco de Assis: “É dando que recebemos.” 

Ao permitir que a abundância flua para e através de você, você se equipara a sua Fonte e garante que esta energia continue a fluir.
6 – Deixe de se identificar com base em suas realizações. 
Este pode ser um conceito difícil se pensar que vocês são as suas realizações. Deus canta todas as músicas, Deus constrói todos os prédios, Deus é a fonte de todas as suas realizações.  Eu posso ouvir o seu ego protestando em voz alta. Entretanto, permaneça atento a esta idéia.  Tudo emana da Fonte! Você e esta Fonte são um! Você não é este corpo e as suas realizações.  Você é o observador. 

Observe tudo isto; e seja grato pelas habilidades que acumulou.  Mas dê todo o crédito ao poder da intenção, que lhe trouxe à existência e da qual é uma parte materializada. 
Quanto menos precisar assumir o crédito pelos seus empreendimentos e mais conectado permanecer às sete faces da intenção, mais estará livre para realizar, e mais se apresentará para você. 

Quando você se liga a estas conquistas e acredita que apenas você que está fazendo todas estas coisas, você deixa a paz e a gratidão de sua Fonte.
7 – Deixe ir a sua reputação.
Sua reputação não está localizada em você.  Ela reside nas mentes dos outros. Portanto, você não tem nenhum controle sobre tudo isto. Se falar para 30 pessoas, você terá 30 reputações. 


Conectar-se à intenção significa ouvir o seu coração e se conduzir baseado naquilo que a sua voz interior lhe diz que é o seu propósito aqui. 

Se estiver muito preocupado em como será percebido por todos, então você se desliga da intenção e permite que as opiniões dos outros o oriente. 
Este é o seu ego operando.  É uma ilusão que se interpõe entre você e o poder da intenção.  Não há nada que não possa fazer, a menos que se desconecte da fonte de poder e se torne convencido de que o seu propósito é provar aos outros como você é poderoso e superior, e gaste a sua energia tentando ganhar uma gigantesca reputação entre outros egos. 

Permanecer no propósito, desligar-se do resultado, e assumir a responsabilidade pelo que faz, reside em você: seu caráter. 


Deixe que a sua reputação seja debatida por outros. Ela nada tem a ver com você. Ou como o título de um livro diz: “O que você pensa de mim, não é da minha conta.”


Por Wayne W. Dye

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Por que autoconhecimento é antídoto contra solidão


"Creio que o maior antídoto para a solidão seja exatamente isso: autoconhecimento. Para isso, procure se observar mais, valorizar suas conquistas, identificar seus sentimentos, ouvir sua própria voz e respeitar aquilo que ouve e sente, aos poucos irá conhecendo um pouco mais sobre você mesmo e gostando desse ser especial que é você. Só se sente só quem não aprendeu a apreciar a própria companhia"



Solidão. Todos nós de alguma forma já nos sentimos sozinhos. Ainda que muitos se ocupem em excesso para sequer sentir a falta da companhia de alguém, mesmo quem diz não ter tempo para se sentir sozinho, que solidão é sinal de depressão, doença, coisa para quem não tem amigos, família, com certeza já se sentiu só em alguma fase da vida, em alguma situação. Quem nunca ficou até mais tarde no trabalho apenas por não querer ir para casa? Ou saiu do trabalho e foi se encontrar com os amigos?
Quem nunca se sentiu só após uma separação? E quem nunca entrou em casa e foi logo ligando a TV, o rádio, o computador? Por querer saber as notícias, ouvir música, receber e-mails, conectar-se com outras pessoas? Não, essas podem até serem as justificativas que a maioria diz, mas lá no fundo, o que desejam mesmo é fugir da solidão. E o que significa estar só senão estarmos em nossa própria companhia?

É, a solidão é antes de tudo a oportunidade que temos de nos confrontar com tudo que está bem dentro de nós, e assim, nos conhecer, cada dia um pouco mais. Mas para algumas pessoas, talvez a maioria, estar consigo mesmo, se conhecer, é sentido como algo doloroso, difícil, e até mesmo, insuportável.

Muitos moram com outras pessoas, não porque gostam de estar com essas pessoas, mas para não se sentirem sós. Outros mantêm seus relacionamentos pelo mesmo motivo e não por sentirem amor com quem dividem a mesma casa e a mesma cama. Mas por qual motivo a solidão é tão temida, causando verdadeiro pânico, fazendo com que pessoas mantenham relacionamentos destrutivos, infelizes?

Desde pequenos somos ensinados a sermos amigos de todos, a quem devemos dividir nossos brinquedos, sermos bonzinhos; na adolescência o que mais desejamos é ter muitos amigos e com isso nos sentirmos aceitos; vamos crescendo, casamos, temos filhos, e conforme o tempo vai passando, surgem as separações, perdas, decepções, e por opção ou falta dela, muitos vão continuando seus caminhos sozinhos. Mas o que fazer com aquele, que até então, era um total desconhecido? Passamos anos valorizando o que os “outros” querem, sentem, falam, e parece que se esqueceram de nos ensinar a olhar para dentro de nós.
Aprender a ficar só traz autoconhecimento

Portanto, não se culpe se você não sabe ficar só, é natural. Mas sempre é tempo de aprender. Aprender a se ouvir, se conhecer. Como é natural também sentir medo de olhar para quem você sequer foi apresentado. Como querer conhecer alguém que só ouviu críticas a respeito de si, fazendo-o sentir que tudo que faz, pensa, fala, sente, é errado? Não, não é nada fácil!

A própria sociedade discrimina quem não tem tantos amigos, sendo muitas vezes taxado como anti-social. Os tímidos que o digam... como sofrem por serem mais fechados. Os extrovertidos sim, têm muitos amigos, parecem agradar a todos, e por isso são felizes. Será? Esses mesmos “alegres crônicos” também chegam em casa, e muitos se deparam com o silêncio como companhia. E será que continuam se sentindo tão bem quanto demonstram? Nem sempre. Sem falar que mesmo acompanhados podemos nos sentir sozinhos, e essa parece doer ainda mais. Que paradoxo, não? Quando estamos sós queremos companhia e, mesmo com companhia, continuamos a nos sentir sozinhos.

Mas o fato é, como lidar com a solidão? Será que o mais apropriado não seria: como lidar com nossa própria companhia? Nessa pergunta creio que já está a resposta. O fato não é como lidar com a solidão, mas, sim, como lidar com nós mesmos. Sim, é muito bom estarmos com outras pessoas, principalmente com aqueles que nos amam e que amamos também, mas nem sempre isso é possível e pelos mais diversos motivos. O que é preciso pensar é que não se pode estar na companhia, de quem quer que seja, apenas para não ficar só, isso sim é pura falta de coragem para olhar para dentro de si e enfrentar os mais diversos sentimentos que tal encontro poderá despertar.

A solidão pode doer para qualquer pessoa, mas dói muito mais em que não gosta de si mesmo, quem não se admira, não vê em si mesmo qualidades, quem não percebe seu próprio valor, não se ouve, não aprendeu a se amar e se respeitar. Creio que o maior antídoto para a solidão seja exatamente isso: autoconhecimento. Para isso, procure se observar mais, valorizar suas conquistas, identificar seus sentimentos, ouvir sua própria voz e respeitar aquilo que ouve e sente, aos poucos irá conhecendo um pouco mais sobre você mesmo e gostando desse ser especial que é você. Só se sente só quem não aprendeu a apreciar a própria companhia. 


Rosemeire Zago

Por que é tão difícil dizer não?



É claro que nem todos são assim, mas muitas pessoas sentem uma grande dificuldade em impor seus limites, em negar algo a alguém, em dizer essa palavrinha de três letras: não
Você é daquelas pessoas que mudam todo o seu trajeto para dar carona a alguém? Fica horas ao telefone ouvindo uma amiga contar sobre o namorado, enquanto uma pilha de trabalho inacabado espera por você sobre a mesa? Sai das refeições do domingo passando mal de tanto comer, só porque a sua tia cismou que você tinha que repetir a macarronada cinco vezes e ainda comer a sobremesa?

Se esse for seu caso, eu tenho certeza que você já perguntou a si mesmo... POR QUE FAÇO ISSO COMIGO?

A primeira e mais evidente resposta é... porque não queremos desagradar alguém. Não queremos desagradar uma pessoa que nos pede carona, não queremos desagradar uma amiga, nem a uma tia que é grande e que já tem fama de encrenqueira!

Mas é preciso que você perceba que, para não desagradar ao outro você acaba desagradando a você mesmo, repetidas vezes. Cada sim dito ao outro é um não dito a você!

Mas por que não queremos desagradar, afinal? Qual seria o problema em desagradarmos alguém??? Será que temos a capacidade de agradar a todas as pessoas, o tempo todo? Você conhece alguém que agrada a todas as pessoas o tempo todo???

Para que você se aprofunde nessas questões é preciso que faça uma diferenciação entre seu Eu adulto e seu Eu criança.

Pense na parte adulta de você. Eu tenho certeza que, sendo o adulto que você é, você sabe que tentar agradar a todos é algo simplesmente impossível de ser atingido. Eu sei também que você sabe que não existe problema algum em negar uma carona, se a pessoa não está sequer em sua trajetória. Ou em dizer a uma amiga que você tem muito trabalho a fazer, e que não pode falar com ela naquele momento ao telefone... Ou em não comer, caso não esteja sentindo vontade. É óbvio, para nosso Eu dulto, que não somos obrigados a fazer coisas que não nos fazem bem, e que temos o direito de esperar que as pessoas que convivem conosco compreendam e aceitem nossos limites.

Se fôssemos puramente racionais e adultos, tudo estaria resolvido, e ponto final.

Mas o problema é que muitas vezes é a criança em nós que assume o comando de nossas falas e decisões. E com a criança a coisa é mais complicada. Quando você era criança, houve uma época em que você realmente dependia da aceitação dos adultos. O que uma criancinha poderia fazer caso os pais não a aceitassem, não cuidassem dela? Poderia chegar a morrer, certo? Então, para a criança, ser aceita era caso de vida ou morte. E essa vivência da criança fica registrada na forma de emoções.
Então vamos repassar uma dessas situações que usei como exemplo:
Você está cansado, tem muito trabalho a fazer, e sua amiga liga querendo lhe contar o fim de semana.

Seu adulto pensa: - Oh, não!!!! Estou exausto, preciso terminar este relatório, vou dizer a ela que agora não posso falar, e que eu ligo quando estiver mais tranquilo _ esse parece um pensamento racional não é?
Mas a criança em você, que é toda emoção, se agita toda... - Ah, mas aí ela não vai mais gostar mais de mim... E a criança transforma a situação toda em uma bola de boliche que fica entalada na sua garganta, e você fica lá, mudo, paralisado, escutando... escutando... escutando... e se sentindo mal.

Horas depois, quando finalmente a sua amiga desliga lhe dizendo: - Desculpe, mas não posso mais falar com você, tenho que fazer o jantar (como se você a estivesse segurando ao telefone!!!!)

Bem, quando ela diz isso você se sente mal, e sente raiva de si mesmo, e passa a madrugada trabalhando enquanto ela dorme em paz.
Não é difícil perceber que existe algo errado nisso tudo.


Então, para deixar de fazer mal a si mesmo, você precisa aprender a dizer não. E para dizer não aos outros, você vai precisar aprender a dizer sim a você.

Quando estiver em uma situação dessas, procure analisar tudo de uma forma mais racional. Pergunte a si mesmo:
“Eu quero MESMO fazer isso para essa pessoa?”
“ Quais são as consequências, caso eu diga não?”

* Importante, responda “racionalmente”, e não “emocionalmente” a essas questões. Seja verdadeiro consigo mesmo.

É claro que existem situações em que dizer não ao outro não seria adequado... Um exemplo dramático, só para brincar com você: imagine que você chegue em casa e encontre seu marido (ou sua esposa) jogado não chão, roxo, e ele lhe pede para ligar ao médico... bem, nessa situação eu não lhe recomendaria a dizer : “Agora não estou com vontade, querido.... Mais tarde, talvez...”

Mas muitas vezes o não é um direito seu, uma forma de honrar a si próprio.

PRATIQUE DIZER NÃO!
Você verá que não vai perder as pessoas ao fazer isso.
Pelo contrário, vai ganhar mais uma pessoa na sua vida: você mesmo!

por Patricia Gebrim

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Você se valoriza?




"O princípio de todos os pensamentos pertence ao amor. Depois, todo o amor pertence aos pensamentos".
(Albert Einstein)


Vivenciamos o final de uma época em que as aparências, associadas ao consumismo, ditam regras de comportamento social, e onde suspeitos interesses têm mais poder de influência do que valores humanos. Esta tendência comportamental acaba interferindo nos relacionamentos afetivos, a ponto de banalizar o amor e o sexo nas relações humanas.

Desta forma, a busca pelo prazer restringe e enquadra o significado do amor e do sexo nas relações, não permitindo que a experiência propicie aprendizados e crescimento aos envolvidos.

Atualmente, é muito comum encontrarmos "receitas ou fórmulas mágicas" de como se relacionar sem sofrer. Dicas, muitas delas provenientes de amigos ou de pessoas bem intencionadas, mas que refletem a crise relacional que o ocidente enfrenta por se submeter à tirania do materialismo, representado pelo dinheiro e o desconhecimento ou descrença nos verdadeiros valores da vida.

Neste confuso cenário das relações afetivas, muitos indivíduos perdem-se no gozo das paixões efêmeras, sem se darem conta que o tempo passa velozmente e que a libido -que é apenas uma peça no extraordinário mecanismo do amor- diminui à medida que a idade avança ou a saúde declina.

O amor, observado como proposta de crescimento entre duas pessoas que se relacionam, é muito mais que um  encontro casual, que tem como estímulo a atração sexual, porque relação afetiva sem a devida valorização dos envolvidos é simplesmente satisfazer instintos primários ligados ao princípio do prazer. Por este motivo, a atual fase ocidental, não afirma ou confirma a emancipação de gêneros; pelo contrário, revela que se houve movimento emancipatório, libertador, este encontra-se atrelado a um estado de alienação provocado por interesses que giram em torno do consumo, da propaganda e de um poderoso valor materialista: o dinheiro.

Nesta lógica comportamental e social, a busca pela satisfação tem gerado insatisfação, que por sua vez, gera mais insatisfação e fuga por prazer a qualquer custo. Situação que revela o ciclo vicioso de insatisfação ao qual muitas pessoas estão submetidas por tornarem-se dependentes de prazeres fugases ou viciosos, seja através do sexo ou de outras formas que causam dependência química ou emocional.

Valores são o conjunto de características de uma determinada pessoa, que determina a forma como a mesma se comporta e interage com outros indivíduos, consigo própria e com o meio ambiente. Portanto, valores humanos são valores morais, sociais, éticos -eu acrescento os valores espirituais- que representam um conjunto de regras para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.

Alguns valores trazemos com a reencarnação. Outros são adquiridos, reforçados ou alterados com a sequência de vidas do espírito imortal, o que ocorre na infância durante a experiência educativa com os pais biológicos ou substitutos.

Na minha experiência como terapeuta interdimensional, tenho observado durante as sessões regressivas de memória, que trazemos de outras vidas um conjunto de valores e crenças, que de uma forma mais ou menos sutil, interfere no comportamento da pessoa adulta a ponto de influenciar nas suas escolhas. Portanto, estes valores internalizados, quando associados à experiência infantil da vida atual, podem ser alterados no sentido positivo ou negativo, conforme a influência parental pela via da educação e convivência.

Na falta de valores humanos nas relações afetivas, tornamo-nos pessoas frágeis emocionalmente, desequilibradas psiquicamente, dependentes e carentes. Geralmente, sentimo-nos pessoas com baixa autoestima à procura de um sentido para a vida. E nesta busca, o prazer de efeito imediato pode tornar-se a "fórmula" encontrada de nos relacionarmos com o outrem e o mundo ao nosso redor, ou seja, de buscarmos gratificações momentâneas no âmbito pelo qual interagimos com outras pessoas, a partir da visão egocêntrica da própria realidade. Desta forma, deixamos de qualificar a experiência existencial porque não valorizamos o amor no sentido de sua intensa relação com os aprendizados da vida.

Por outro lado, a valorização do eu está intimamente ligada ao processo de autoconhecimento, que passa pela importância dos valores humanos inseridos no contexto vital. Agir diferentemente é ir na contra-mão das leis naturais que orientam o ser inteligente para o sentido amoroso da vida.

O final de uma época, no entanto, revela o alvorecer de uma nova era de valorização do eu a partir de autodescobertas necessárias à essência em simbiose com o UNO. Este pertencer ao Todo Indivizível é a "chamada" de uma nova fase planetária de responsabilização do homem como agente de seu próprio destino.

Você se valoriza e valoriza o outrem? É tempo de questionar, refletir e rever conceitos e padrões comportamentais, pois o milênio de transformações começa a pressionar o ser inteligente para que ele se sinta como peça importante da engrenagem universal. 



 por Flávio Bastos          

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ama a teu próximo como a ti mesmo.


A Bíblia diz: Ama a teu próximo como a ti mesmo.
Por mais simples e clara que esta afirmação possa parecer, levei muito tempo para me dar conta do que significa “amar a si mesmo” e para saber que se não amarmos e respeitarmos a nós mesmos seremos incapazes de qualquer amor verdadeiro pelos outros.
Alguns talvez digam que amar a si mesmo é vaidade, egoísmo e arrogância. Talvez seja por isso que esse amor por nós mesmos não é despertado e estimulado em nós desde pequenos. Pelo contrário, somos formados para atender o desejo alheio, a expectativa dos pais, as exigências dos professores, as ordens dos adultos.
Lutamos desesperadamente para atender o desejo dos outros, achando que assim seremos amados por eles. E nesse esforço perdemos de vista o incrível milagre que cada um de nós é como centelha divina e esplêndida expressão da vida. As atitudes de vaidade, egoísmo ou arrogância não revelam amor por nós mesmos. Revelam medo, insegurança, necessidade de afirmação. Essas atitudes são disfarces, são escudos para ocultar as carências que incomodam e fazem sofrer.
Pense nisso sempre que uma pessoa arrogante intimidar ou procurar diminuir você. O amor é respeitoso, generoso, solidário e cheio de compaixão. Quem ama a si mesmo entra em sintonia com o Universo no que ele tem de melhor, e tudo flui em sua vida.
Como é que amamos um filho querido para que ele cresça e se desenvolva dentro de suas características próprias? É procurando conhecê-lo tal como ele é, e não como gostaríamos que ele fosse. É acolhendo suas necessidades e estimulando suas capacidades. É ajudando-o a superar suas dificuldades e colocando limites para que ele se dê conta dos direitos dos outros. É tendo para ele um olhar de amor que reconhece, respeita, valoriza, levando-o a descobrir a pessoa única e especial que ele é. Levando-o a amar a si mesmo.
Por que então não fazemos o mesmo conosco? Somos adultos, está na hora de cuidarmos de nós como o faríamos com um filho querido. Está na hora de aprender a amar a nós mesmos.
Louise Hay